Beauty Show

No Dia do Trabalhador, setor de beleza é um dos caminhos para quem quer trabalhar, empreender ou até iniciar a transição de carreira 

Beleza

Beauty Show Make&Nails&Lashes reúne centenas de pessoas em Congressos profissionalizantes para extensionistas de cílios, manicures e maquiadoras 

A primeira edição do Beauty Show Make&Nails&Lashes já entrou para a história dos eventos de beleza na capital paulista. Nos dois primeiros dias, mais de 20 mil pessoas passaram pelos corredores da feira, e acompanharam os lançamentos e aulas expressas oferecidos pelas marcas expositoras. Porém, o evento também conta com a parte educacional e profissionalizante: no dia 30 de abril, mais de 800 pessoas participaram do Congresso de Extensão de Cílios; já no Dia do Trabalhador, mais de 1500 pessoas compareceram aos congressos de Maquiagem e Manicure.

Todos os três tiveram a grade de aulas montadas pela área educacional da plataforma omnipubliser Beauty Fair, organizadora do evento, e contaram com profissionais e professores renomados em suas áreas. “A área da beleza é um mercado muito democrático para quem quer iniciar uma carreira – principalmente para quem quer atuar como manicure, maquiadora e, agora, extensionista de cílio, que está em alta. Essas profissões também têm uma missão social, porque transforma a própria vida e a vida da família – filhos, netos – uma transformação que atravessa gerações“, declara Marie Suzuki Fujisawa, coordenadora educacional da Beauty Fair.

O mercado de beleza também acolhe as mulheres em geral — tanto que elas representam 98% dos mais de 1500 inscritos nos Congressos – independentemente da escolaridade ou condição social. Mariê pondera, ainda, que “o setor contribui para a reconstrução da dignidade das mulheres pois, quando voltam ao mercado de trabalho, elas conseguem obter uma renda própria, e isso dá a força necessária para sair de situações de violência doméstica“, exemplifica.

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Marie Suzuki Fujisawa na abertura do Congresso de Maquiagem (Foto: Ag. Riguardare/Comodo)
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Congresso de Extensão de Cílios (Foto: Ag. Riguardare/Comodo)

Negócios de beleza 

Os dados são animadores para os serviços de beleza, setor que gera emprego e renda. Segundo o DataSebrae, em 2022 mais 800 mil profissionais estavam dedicados ao segmento, muitos deles atuando no sistema MEI – Microempreendedor Individual. Só no primeiro semestre do ano passado, registrou-se aumento de 8% nos profissionais dedicados a essa área, somando 109.443 inscritos no total.
O consumo de produtos e serviços de beleza está em crescimento no Brasil. De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), o Brasil ocupa a 2ª posição entre os países que mais lançam produtos na área e está em 4º lugar entre aqueles que mais consomem produtos de beleza no mundo. Em 2022, foram registradas alta de vendas nos segmentos de Perfumaria (21%) e Cosméticos (16%). Pode-se afirmar que as pessoas que consomem os produtos de beleza enxergam os itens como artigos de necessidade, e não como supérfluos.

Estima-se que o setor de beleza movimente cerca de US$ 571,1 bilhões em 2023, o que representa um aumento de 8% em relação ao ano anterior. Além disso, as projeções da Statista indicam que o nicho continuará em ascensão e deve atingir a marca de 663 bilhões de dólares anuais em todo o mundo até o ano de 2027.

Novos passos 

Nesse cenário, participar de uma formação rápida pode ser o primeiro passo para a transição de carreira ou, ainda, para a abertura de um negócio. Durante os Congressos realizados no Beauty Show, os participantes tiveram aulas sobre organização financeira, gestão e marketing digital — afinal, além de atrair e fidelizar clientes, é necessário saber como lidar com o dinheiro ganho.

Essa foi, inclusive, uma das principais dicas fornecidas pelas nails designers Ana Paula Vilar e Nágila Torres. Ambas participaram do Palco Beauty Show, no domingo, 30. Ana Paula reforçou que é possível ganhar dinheiro com a função, desde que faça o trabalho sempre bem-feito e que consiga aproveitar outras oportunidades de renda — como a comercialização de outros produtos relacionados no local de atendimento.

Eu mesma, vendia os esmaltes mais usados, depois comecei a vender outros cosméticos, bijuterias e até artigos de sex shop, sempre pensando em melhorar a vida das minhas clientes”. Agora, disse, seus maiores rendimentos vêm das redes sociais: “então, já que você passa o dia todo no celular, aproveita para postar um vídeo sobre o seu trabalho”, sugeriu.  

Outro conselho, dessa vez de Nágila, foi sobre a administração do dinheiro: primeiro, recomendou não fazer contas de quanto vai receber a partir de quantos agendamentos têm na semana – até porque as clientes podem desmarcar; e para usar o PIX como forma de recebimento prioritária, assim consegue acumular os ganhos do período.  “Pessoas se conectam que pessoas”, repetiu Nágila durante a sua apresentação. E esse pode ser o mantra do setor de beleza: fazerem as pessoas se conectarem com as outras — e consigo mesmas.

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